Oi gente ! Bom são quase uma da manhã e eu não estou com sono apesar de saber que amanhã eu tenho que levantar cedo para ir trabalhar. Eu ainda não contei aqui mais eu sou uma aspirante à escritora, quer dizer eu brinco um pouquinho nas horas vagas ou quando a inspiração vem.
Bom aí vai um pequeno conto, não é muito bom mais né... espero que gostem...
Mais uma de elevador
Encontraram-se no elevador. Ele divorciado há uns três anos; ela casada mais um pouco infeliz. Se apaixonam a primeira vista, mas não se deram conta disto.
- “Uau!”. Pensou ele.
- “Meu Deus!”. Pensou ela, mas tratou logo de abaixar a cabeça e dizer pra si mesma:
- “O que é isso, apesar dos pesares você ainda é uma mulher casada!”.
Ele falou primeiro:
- Sobe?
Ela riu-se da pergunta afinal os dois estavam no térreo, mas mesmo assim respondeu.
- Huhum.
Ele meio nervoso puxou assunto.
- Calor né?
Ela mesma, um pouco distraída disse:
- Nossa nem fale!
- Moradora nova aqui do prédio?
- Não não, vim visitar uma amiga. A Regina, você conhece?
- Hum... sou péssimo com nomes...
- Uma loira baixinha que mora ali no 203, ajuda?
- “ Puta merda essa tal de Regina é aquela maldita vizinha do andar de baixo que vive me enchendo o saco por que diz que eu faço muito barulho...”
- Lembrou?
- A sim! Regina, como é que eu podia me esquecer! Gente boa pra caramba!.
E assim foi pelos andares acima conversaram como se já fossem conhecidos há muito. Riram-se, trocaram ligeiras idéias, quase fizeram confidências.
Ele pensou em dizer que estava apaixonado, que ela era a mulher da vida dele, mas acabou desistindo ao reparar na sua mão esquerda.
Ela pensou em largar tudo, o casamento que estava uma droga, aliás, esse era o motivo por ela estar ali. Queria desabafar com alguém e não encontrou ninguém melhor do que a Regininha a sua amiga pra todas as horas. Talvez aquilo tudo fosse uma obra do destino, por que ele estaria ali justo na hora em que ela chegou? Mais ao pensar isso ela lembrou que ele morava lá e chegou a conclusão que deveria estar ficando louca de vez.
O elevador parou e um olhou para o outro. Então ela meio sem jeito falou:
- Bom, eu fico por aqui né...
- A sim, a gente se vê então.
- A claro!
- Manda um abraço lá pra Regina.
- Pode deixa eu mando sim.
- Então até mais.
- Até mais!.
Os dois nunca mais se viram. Depois de um tempo ela se divorciou do marido e mudou-se para outra cidade. Mais até hoje quando se lembra dele não deixa de sorrir.
Ele continua solteiro, mas toda vez que entra no elevador olha para ver se ela aparece. Afinal nunca se sabe não é ?.
Mas quando estão quase dormindo não deixam de suspirar e pensar que a vida é assim mesmo.
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